A relação entre o álcool e a beleza humana vêm de séculos.
Os primeiros registros dos porres homéricos de que se tem notícia vêm da antiguidade egípcia. O povo de lá, famoso por sua sabedoria, inventou uma bebida que tinha o poder de deixar as pessoas mais belas e felizes. A contra indicação era o fato de a bebida ter que ser consumida quase que de forma ininterrupta, principalmente na primeira hora da manhã, de preferência antes mesmo de se abrir os olhos depois de uma noite de orgias.
Isso, claro, para não se ver o rosto da pessoa ao seu lado e nem sentir direito seu hálito, já que a escova e pasta de dentes só seriam inventadas mais de 2 mil anos depois.
No Oriente Médio o consumo de bebidas alcoólicas começou graças a um árabe narigudo com pêlos nas costas, nas orelhas e que usaba um respeitoso bigode escova. Sua aparência provocava ânsia de vômito o que, claro, o tornava uma pessoa completamente ignorada pelas mulheres locais, mesmo aquelas também adeptas dos bigodes escova. Sem ter muito que fazer a não ser ficar trancado em casa revoltado com Deus que, segundo ele o fez com o barro que saiu da bosta da minhoca, o homem inventou o Arak, uma bebida feita à base de anis, a única coisa que ele tinha na geladeira naquele momento.
Depois de prová-la, ele saiu na calçada e a ofereceu para uma jovem vistosa, de nariz tão grande quanto, vestindo burca. Mesmo tendo que socorrê-la pelo susto que a moça teve ao ser abordada por um ser tão medonho, nosso amigo árabe insistiu para a moça “beber uma golinha”. Com dó do moço que ela julgava ser mais feio que a morte comendo pastel, topou dar uma beiçada no copo.
Gostou do sabor daquela coisa e foi tomando junto com o rapaz. Depois de umas duas horas ali, ela se viu dentro da casa do árabe, nua, fumando um narguilé e achando que ele até que lembrava um pouco o Vítor Fasano, quando olhasse contra a luz. Claro que a mulher cometeu suicídio na manhã seguinte. O que não se sabe é se ela se matou por causa da ressaca ou pela consciência de ter dormido ao lado de um cara que mais parecia um urso com bafo.
Já na Roma Antiga, o vinho era o chamado elixir dos deuses. Ele foi produzido acidentalmente por uma criancinha que pegou um pouco de suco de uva e escondeu do irmão mais velho que sempre roubava a bebida quando chegava em casa. O suco ficou tanto tempo escondido que quando encontraram, ele tinha fermentado e virado vinho.
O vinagre foi inventado de forma parecida, mas o suco havia ficado muito mais tempo esquecido em algum canto da casa do mesmo garoto.
Bebida preferida de grandes líderes como Júlio César, Pôncio Pilatos e Herodes, o vinho é considerado por alguns historiadores a causa principal dos altos impostos cobrados durante o Império Romano.
Dizia-se que César cobrava mais para poder beber mais. O imperador era tão bêbado e tão rico, que chegava a comprar milhares de barris de vinho para apenas uma festa. Mais rico ainda era o seu Clemenza, dono da vendinha de bebidas que ficava ao lado do palácio onde morava César.
Conta-se que, naquela época, beber vinho era a única forma de dar conta do apetite insaciável das mulheres romanas, que tinham uma média de 12 a 16 filhos cada uma. Depois de 20 anos de casado, o vinho era um facilitador aos homens romanos que pensavam na Maitê Proença enquanto transavam com suas senhoras.
Até Jesus chegou a transformar água em vinho por ter ficado com dó de um rapaz de meia idade que era perseguido por uma mulher com o dobro do tamanho dele, pêlos no corpo inteiro e com voz mais grave. Jesus ficou assustado com a lingerie azul turquesa que aquela mulher usava enquanto corria atrás do homem desesperado.
Com pena Jesus transformou água em vinho para ele poder relaxar um pouco antes de ter que encarar aquele ser voraz.
A grappa, bebida feita com os insumos da uva utilizada na produção do vinho, foi tomada uma vez por um romano que queria na verdade era cometer suicídio. O homem ficou tão bêbado que chegou em casa cambaleando e atrasado para o jantar, que sempre acontecia antes da novela das 8. Ao ver sua mulher quase acertar um rodo de macarrão em sua cabeça, ele fugiu de casa e começou a vender a tal bebida para poder pagar a pensão de seus 15 filhos.
Por milênios a bebida alcoólica traçou sua história e foi, sem dúvida, um dos alicerces da sociedade moderna.
Atualmente, bares, baladas e restaurantes contam com uma variedade quase que infinita dessa iguaria consumida por jovens, adultos e idosos.
Porém a tradição do rolo de macarrão foi bastante preservada pelas mulheres atuais. Conta-se que, antes de nascer, existem inúmeros cursos em que se tem que ser aprovado antes vir para mais uma encarnação na Terra.
Um deles é como acertar utensílios culinários na cabeça. Quem é aprovado nasce mulher… os que repetem, chegam à esta vida como homens.
Com o advento da internet, dos blogs, Facebook e Twitter, uma das mais sábias teorias sobre as bebidas alcoólicas foi formulada. Ela diz que existem alguns ônibus lotados de mulheres saradas, de biquini, inteligentes e com a cara da Angelina Jolie do lado de fora de bares, baladas e restaurantes de todo o mundo.
Nestes ônibus existem alguns monitores de TV que mostram o que rola em todo o ambiente do lugar e, quando alguém pede uma dose de bebida alcoólica, uma dessas beldades presas no ônibos é liberada para entrar no tal recinto.
Quando pedem uma garrafa, três ou mais gostosonas ganham o direito de participar da balada.
Claro que o nível de beleza de quem é libertado do ônibus é proporcional ao teor alcoólico da bebida pedida ao garçom. Claro também, que a cada dose, uma pessoa feia é jogada rispidamente para fora do lugar.
Esta é a explicação mais justa e plausível que se pode dar para o fato de que a balada / bar / restaurante ficar repleto de gente bonita conforme bebemos uma dosezinha aqui e outra ali.
Tal teoria é mantida em absoluto sigilo e as tentativas de um estranho prová-la sempre vão por água abaixo (ou para a privada, dependedo do estado alcoolico do cidadão). Os mais espertos costumam levar máquinas fotográficas nas baladas, mas estas sofrem algum tipo de surto e perdem todas as suas fotos no dia seguinte. Mas a teoria de que pessoas da balada mudam mesmo e não “se tornam mais bonitas” como dizem por aí está ganhando cada vez mais força nos países ocidentais, já que em lugares como no Oriente Médio tal técnica nunca deu certo pelo fato de as mulheres de lá usarem burca e nunca mostrarem nem um fio de cabelo.
Na Ásia, tal teoria não se comprova, uma vez que todos são iguais e permanecem iguais independente da quantidade de alcool ingerida.
Assim, ficaremos reféns da beleza e, claro, do alcool.
Um brinde e um Engov!