Mundo das Caveiras

Ossos — Tags:, , , , — Gabriel El bredy @ 10:22

- Manhêêêêêêêê!!!! O T-Bone roubou minha tíbia de novo e a enterrou no jardim! Buááááááááááá!!!!!
-Mas que diabos de cachorro!!! Calma filhinho, calma. Vou pedir para o seu pai passar lá na Vila Alpina e pegar uma novinha em folha para você, tamanho P.
- P não mãe, eu já sou grande! Pode pedir pra ele uma M. No Natal eu vou ganhar aquelas próteses de titânio? São tão brilhantes!
- Tá bom filho, tá bom. Agora venha jantar que o seu tutano está esfriando.
- Acabou o mocotó?

Cansaço demais

Textos — Felipe Gonzalez - www.felipegonzalez.com.br @ 9:41

Era um sabadão de sol, 40 graus na cuca. O dia estava propício para bater uma pelada e tomar uma gelada.
Jander resolveu ligar para Omar, amigo que não via há muito tempo:
- E aí, meu querido, tudo sussa? Vamos bater uma bola?

Omar, num tom choroso, responde:
- Não vai dar cara, tô só o pó.

O amigo, do outro lado da linha, inconformado, retruca:
- É cansaço???

Omar lamenta:
- Não, não, osteoporose mesmo.

Ossos,Textos — Tags:, , — Rodrigo Franco @ 19:49

Era uma noite hollywoodiana com muito do de sempre, uma balada na casa do Will, e o alguém perguntou de novo onde estava a pizza, já se passava de uma hora. A Hale escrachou, Tom Cruise credo, parece um neurótico! Toma aqui, pega um pouco de coca. De quem é essa casa casa?, perguntou o Bruce, disseram que a Marilyn Monroe aqui quando era pequena. Verdade? Mas com a neve que caía lá fora, o assunto esfriou. E a pizza, ninguém quer? Jim e Mariah Carrey, gritaram lá do fundo. Mas não gostam de peperoni. Kevin Bacon?, perguntou Tom. Pode ser. Eles tinham acabado do voltar do Disney On Ice, o que levantou um discussão, quem patina, quem não patina. Al Pacino!, disse o Bruce. Mas obviamente que todos duvidaram – tal tarefa exige graça e leveza. Enfim, disparou o Clive Oewn, bem que a gente podia pedir um japonês. Eu gosto de peixe. Hale disse que também gostava de peixe, Tom preferia polvo e James Cameron. Mas desistiram porque ia demorar muito. Falando em bichos do mar, Hale perguntou Selma Hayek que parece um martelo. E todos,”Nããão… é o tubarão, animal!”. Aproveitando a deixa, entrou tossindo exageradamente com o fumacê o chato do Spielberg e mandou que o Brad Pitt na varanda. E emendou que estava lendo um livro traduzido do português, mais chato que ele, mas traduzido, de um tal de “Camoes”. Eu nunca li os Lusíadas, provocou o Almodovar. Disse Angelina Jolie, é muito chato. Não acaba nunca! Prefiro ver futebol. Aliás, já pedi pro Antonio Banderas do Brasil pra pendurar em casa, mas ele sempre esquece. E nisso, ding dong, como são as campainhas de lá. Cheguei eu com a pizza!

OSSOS

Ossos — Tags: — Rodrigo Franco @ 19:17

Niswaldo, assim com “w” mesmo

Ossos — Tags:, , , , — Gabriel El bredy @ 18:43

Niswaldo, assim com “w” mesmo, era conhecido por sua grande honestidade. Seu Onesto, assim com “o” mesmo e sem o “h”, era como o conheciam lá na Vila Matriarca, subúrbio de Roraima.
Humilde, assim com “h” mesmo, Niswaldo era dono de uma farmácia que vendia, não apenas os medicamentos comuns, mas algumas receitas caiseiras e simpatias que ele mesmo havia aprendido com os antigos, como ele costumava dizer.
Pois uma noite Niswaldo não se sentiu bem. Teve uma dor forte no braço esquerdo, uma sensação de aperto no peito e um pouco de falta de ar. Como era meio da madrigada, tentou dormir de novo e deixou para verificar de onde vinha aquela dor na manhã seguinte.
Curioso foi que o homem acordou sentindo-se bem, sem nenhuma dor, nem mesmo aquela fisgada no joelho direito que lhe incomodava havia anos.
Bem disposto, Niswaldo abriu a farmácia como fazia há mais de 30 anos.
Minutos depois, uma mulher estranha e pálida entrou em sua farmácia. Parecia uma trabalhadora do campo, daquelas que cortavam cana, comuns naquela região. O que causava certo espanto a Niswaldo era sua palidez e seu olhar fixo, sem demonstração memhuma de sentimento, dor ou qualquer outro tipo de expressão.
Muito fria, a moça se aproximou do balcão a passos lentos. Foi quando Niswaldo conseguiu perceber que ela tinha um facão em suas mãos e vestia uma roupa preta dos pés à cabeça, com o rosto da Dilma estampado na camiseta de mangas longas e muito largas.
Niswaldo olhou fixamente para o rosto dessa mulher e lhe perguntou, com certo receio criado pela expressão gélida da moça, o que ela desejava.
A moça olhou fixamente em seus olhos e lhe disse:
- Eu quero você Niswaldo. Vim te buscar e te levar para o outro lado. Você morreu nesta madrugada e seu corpo está sendo velado na sala da tua casa.
- Incrédulo, atônito, zonzo e sem digerir a informação no primeiro momento, Niswaldo conseguiu tomar um pouco de fôlego e perguntou:
- E a dona Morte vota na Dilma?
- Voto. Eu não moro aqui mesmo! Quero que todos se explodam.
- Espera que vou com você!
E a Morte saiu da farmácia acompanhada de Niswaldo e rindo por utilizar seu mais eficaz argumento para levar seus “passageiros”.
- Dona Morte, agora que eu morri, posso fumar um cigarro?
- Pode, se quiser, tenho um maço no meu bolso.

OSSOS

Ossos — Tags:, — Rodrigo Franco @ 17:36

Diálogo apropriado para o dia de hoje (ressaca, cansaço e muito, muito trabalho)

Ossos — Gabriel El bredy @ 17:51

- O que aconteceu com ele?
- Sei lá. Estava trabalhando e, de repente, caiu de cara no teclado.
- Morreu assim?
- É.
- Que morte besta. Teve um infarto pelo menos?
- Não… coitado.. morreu de propósito.
- Como assim? Ele se matou?
- Não! Olha o respeito com o defunto! Encontraram um bilhete do lado do corpo… ele escreveu que queria tirar um cochilo e que só acordaria daqui a umas duas encarnações.
- Nossa.. isso é que é cansaço.
- O bilhete estava molhado… tinham 73 latinhas de Red Bull jogadas no chão do escritório.
- Ele era jornalista né?
- É, coitado… morreu pobre.
- Ele era repórter da onde?
- Não era repórter. Era assessor de imprensa.
- Assessor de que? O que é isso?
- Um cara aí que fica falando com os jornalistas e com as empresas.
- Mas não aparece na TV?
- Não.
- Nem no rádio?
- Não. E nem nos jornais. Praticamente um desconhecido.
- Coitado… nem pra ser médico.
- Pois é…

A pergunta que nunca quer calar

Ossos — Gabriel El bredy @ 15:36

Por que diabos, quando você fala “bom dia” para um grupo de crianças, elas te respondem “BOM DI-AAAAAAAAAAA”, assim, separando as sílabas e esticando o “A”? Pior ainda, por que isso só acontece quando falamos com um grupo de crianças e não com uma criancinha sozinha?

Tal fenômeno se repete em todas as respostas às suas perguntas. Por exemplo, se perguntarmos “Posso decapitar a cabecinha bonitinha de vocês e dá-la para um pit bull comer?”

Você ouvirá um “NÃ-ÃÃOOOOOOO” e ao mesmo tempo um “PO-DEEEEEEEEEEEEE” de algum gordinho com óculos fundo de garrafa e um tampão no olho esquerdo que quer mais é morrer mesmo do que passar a vida inteira sendo motivo de piada.

É muito estranho!

Por último, pergunto: Posso parar de escrever?

“PO-DEEEEEEEEEEEE”

Pronto

Teoria do ônibus

Ossos — Gabriel El bredy @ 15:15

A relação entre o álcool e a beleza humana vêm de séculos.

Os primeiros registros dos porres homéricos de que se tem notícia vêm da antiguidade egípcia. O povo de lá, famoso por sua sabedoria, inventou uma bebida que tinha o poder de deixar as pessoas mais belas e felizes. A contra indicação era o fato de a bebida ter que ser consumida quase que de forma ininterrupta, principalmente na primeira hora da manhã, de preferência antes mesmo de se abrir os olhos depois de uma noite de orgias.

Isso, claro, para não se ver o rosto da pessoa ao seu lado e nem sentir direito seu hálito, já que a escova e pasta de dentes só seriam inventadas mais de 2 mil anos depois.

No Oriente Médio o consumo de bebidas alcoólicas começou graças a um árabe narigudo com pêlos nas costas, nas orelhas e que usaba um respeitoso bigode escova. Sua aparência provocava ânsia de vômito o que, claro, o tornava uma pessoa completamente ignorada pelas mulheres locais, mesmo aquelas também adeptas dos bigodes escova. Sem ter muito que fazer a não ser ficar trancado em casa revoltado com Deus que, segundo ele o fez com o barro que saiu da bosta da minhoca, o homem inventou o Arak, uma bebida feita à base de anis, a única coisa que ele tinha na geladeira naquele momento.

Depois de prová-la, ele saiu na calçada e a ofereceu para uma jovem vistosa, de nariz tão grande quanto, vestindo burca. Mesmo tendo que socorrê-la pelo susto que a moça teve ao ser abordada por um ser tão medonho, nosso amigo árabe insistiu para a moça “beber uma golinha”. Com dó do moço que ela julgava ser mais feio que a morte comendo pastel, topou dar uma beiçada no copo.

Gostou do sabor daquela coisa e foi tomando junto com o rapaz. Depois de umas duas horas ali, ela se viu dentro da casa do árabe, nua, fumando um narguilé e achando que ele até que lembrava um pouco o Vítor Fasano, quando olhasse contra a luz. Claro que a mulher cometeu suicídio na manhã seguinte. O que não se sabe é se ela se matou por causa da ressaca ou pela consciência de ter dormido ao lado de um cara que mais parecia um urso com bafo.

Já na Roma Antiga, o vinho era o chamado elixir dos deuses. Ele foi produzido acidentalmente por uma criancinha que pegou um pouco de suco de uva e escondeu do irmão mais velho que sempre roubava a bebida quando chegava em casa. O suco ficou tanto tempo escondido que quando encontraram, ele tinha fermentado e virado vinho.

O vinagre foi inventado de forma parecida, mas o suco havia ficado muito mais tempo esquecido em algum canto da casa do mesmo garoto.

Bebida preferida de grandes líderes como Júlio César, Pôncio Pilatos e Herodes, o vinho é considerado por alguns historiadores a causa principal dos altos impostos cobrados durante o Império Romano.

Dizia-se que César cobrava mais para poder beber mais. O imperador era tão bêbado e tão rico, que chegava a comprar milhares de barris de vinho para apenas uma festa. Mais rico ainda era o seu Clemenza, dono da vendinha de bebidas que ficava ao lado do palácio onde morava César.

Conta-se que, naquela época, beber vinho era a única forma de dar conta do apetite insaciável das mulheres romanas, que tinham uma média de 12 a 16 filhos cada uma. Depois de 20 anos de casado, o vinho era um facilitador aos homens romanos que pensavam na Maitê Proença enquanto transavam com suas senhoras.

Até Jesus chegou a transformar água em vinho por ter ficado com dó de um rapaz de meia idade que era perseguido por uma mulher com o dobro do tamanho dele, pêlos no corpo inteiro e com voz mais grave. Jesus ficou assustado com a lingerie azul turquesa que aquela mulher usava enquanto corria atrás do homem desesperado.

Com pena Jesus transformou água em vinho para ele poder relaxar um pouco antes de ter que encarar aquele ser voraz.

A grappa, bebida feita com os insumos da uva utilizada na produção do vinho, foi tomada uma vez por um romano que queria na verdade era cometer suicídio. O homem ficou tão bêbado que chegou em casa cambaleando e atrasado para o jantar, que sempre acontecia antes da novela das 8. Ao ver sua mulher quase acertar um rodo de macarrão em sua cabeça, ele fugiu de casa e começou a vender a tal bebida para poder pagar a pensão de seus 15 filhos.

Por milênios a bebida alcoólica traçou sua história e foi, sem dúvida, um dos alicerces da sociedade moderna.

Atualmente, bares, baladas e restaurantes contam com uma variedade quase que infinita dessa iguaria consumida por jovens, adultos e idosos.

Porém a tradição do rolo de macarrão foi bastante preservada pelas mulheres atuais. Conta-se que, antes de nascer, existem inúmeros cursos em que se tem que ser aprovado antes vir para mais uma encarnação na Terra.

Um deles é como acertar utensílios culinários na cabeça. Quem é aprovado nasce mulher… os que repetem, chegam à esta vida como homens.

Com o advento da internet, dos blogs, Facebook e Twitter, uma das mais sábias teorias sobre as bebidas alcoólicas foi formulada. Ela diz que existem alguns ônibus lotados de mulheres saradas, de biquini, inteligentes e com a cara da Angelina Jolie do lado de fora de bares, baladas e restaurantes de todo o mundo.

Nestes ônibus existem alguns monitores de TV que mostram o que rola em todo o ambiente do lugar e, quando alguém pede uma dose de bebida alcoólica, uma dessas beldades presas no ônibos é liberada para entrar no tal recinto.

Quando pedem uma garrafa, três ou mais gostosonas ganham o direito de participar da balada.

Claro que o nível de beleza de quem é libertado do ônibus é proporcional ao teor alcoólico da bebida pedida ao garçom. Claro também, que a cada dose, uma pessoa feia é jogada rispidamente para fora do lugar.

Esta é a explicação mais justa e plausível que se pode dar para o fato de que a balada / bar / restaurante ficar repleto de gente bonita conforme bebemos uma dosezinha aqui e outra ali.

Tal teoria é mantida em absoluto sigilo e as tentativas de um estranho prová-la sempre vão por água abaixo (ou para a privada, dependedo do estado alcoolico do cidadão). Os mais espertos costumam levar máquinas fotográficas nas baladas, mas estas sofrem algum tipo de surto e perdem todas as suas fotos no dia seguinte. Mas a teoria de que pessoas da balada mudam mesmo e não “se tornam mais bonitas” como dizem por aí está ganhando cada vez mais força nos países ocidentais, já que em lugares como no Oriente Médio tal técnica nunca deu certo pelo fato de as mulheres de lá usarem burca e nunca mostrarem nem um fio de cabelo.

Na Ásia, tal teoria não se comprova, uma vez que todos são iguais e permanecem iguais independente da quantidade de alcool ingerida.

Assim, ficaremos reféns da beleza e, claro, do alcool.

Um brinde e um Engov!

Na procura da batida perfeita

Textos — Tags:, , , , — Felipe Gonzalez - www.felipegonzalez.com.br @ 9:43

O relógio bateu 6 horas. Carlos levantou correndo e bateu o pé na cama. Se apressou, abriu a ducha, a água bateu. Bateu uma vitamina e saiu.
Bateu 7 horas, tinha ficado uma hora esperando o ônibus.

Bateu o cartão de ponto na obra. Subiu os andaimes. Bateu o pé. De novo.

Bateu meio-dia, era hora de bater a xepa. Bateu um sono. Botou uma caixa de papelão no chão e dormiu um bocado.

Bate um prego, bate outro. Bate o martelo. Bateu 18 horas. Bateu o cartão de ponto de novo. Antes de sair, bateu o dedo de novo.

O ônibus ficou parado no trânsito por 3 horas. Havia uma batida de carro e duas ruas à frente uma batida policial. Isso fez com que chegasse no bar atrasado.

A partida de buraco já havia começado. Bateu no balcão e pediu uma branquinha. E outra, e outra, e outra. Tomou coragem e entrou na mesa de jogo.

O cansaço, a vida dura, o álcool e as drogas bateram forte. O coração de Carlos parou de bater. Morreu batido, as cartas caíram. Que pena, era uma canastra.

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