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	<title>Meio Amargo</title>
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	<description>meia-sola, meia-noite, meio de vida, meio a meio, meia verdade, meio ambiente, meia hora, meio cá, meio lá, meia cura, meio-dia, meio do mundo, meio-fio.</description>
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		<title>La guerre</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Apr 2012 16:47:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Franco</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Meritocracia! dizem subchefes por trás de mesas tombadas, barricadas gritam de longe com granadas de documentos fumaça de folhas mães chorando, cavalos-monstros ora cadeiras blindadas E as manchas de caneta nas pequenas bochechas dos inocentes diabinhos tramando cargos Aviões complacentes condicionados – frios Prédios caem, derrubam refrigerantes portas de vidro por onde não se vê [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meritocracia!<br />
dizem subchefes<br />
por trás de mesas tombadas, barricadas<br />
gritam de longe com granadas de documentos<br />
fumaça de folhas<br />
mães chorando, cavalos-monstros<br />
ora cadeiras blindadas<br />
E as manchas de caneta<br />
nas pequenas bochechas dos inocentes<br />
diabinhos tramando cargos<br />
Aviões complacentes<br />
condicionados – frios<br />
Prédios caem, derrubam refrigerantes<br />
portas de vidro por onde não se vê<br />
pastas beligerantes aspergem dossiês<br />
Assunto:<br />
Data:<br />
Resumo:</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ver do mar</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Apr 2012 16:23:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Franco</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Da sacada vê-se o mar Tem pessoas e flores Lava infinitamente suas idiossincrasias embebidas Quase todos desejam o mar, sem tê-lo nunca: o pescador drena o nadador corta o marinheiro sopra Restam apenas as crianças e os camarões]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Da sacada vê-se o mar<br />
Tem pessoas e flores<br />
Lava infinitamente suas<br />
idiossincrasias<br />
embebidas<br />
Quase todos desejam o mar, sem tê-lo nunca:<br />
o pescador drena<br />
o nadador corta<br />
o marinheiro sopra<br />
Restam apenas as crianças<br />
e os camarões</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Clarabóias</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Apr 2012 16:18:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Franco</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Arde a lágrima no olho como o cloro na água Desinfeta nos guarda do ultimato da sujeira que nos cerca Pois tenho olhos nas mãos pernas, coxas, pés e braços e ombros que são clarabóias para os ossos também doídos Se um vive de perspectivas As minhas são lilases, vermelhas, laranjas e não abro mão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Arde a lágrima no olho<br />
como o cloro na água<br />
Desinfeta<br />
nos guarda do ultimato<br />
da sujeira que nos cerca<br />
Pois tenho olhos nas mãos<br />
pernas, coxas, pés e braços<br />
e ombros<br />
que são clarabóias para os ossos também doídos<br />
Se um vive de perspectivas<br />
As minhas são lilases, vermelhas, laranjas<br />
e não abro mão do meu amarelo<br />
porque me lembra do tempo e destino das coisas<br />
Ah, mas o branco<br />
Arde a lágrima</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O sal</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 14:13:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Franco</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Que o dinheiro é salgado do soldo e do sangue das idas epifanias Ora lembradas, ora esquecidas Mas que este sabor vem das anonimãos, quentes: No desfecho umidecem com o suor despegador da troca no beijo alentador da posse Que de horas turvas é feito o trabalho da diferença matemática de uma dor para o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que o dinheiro é salgado<br />
do soldo e do sangue das<br />
idas epifanias<br />
Ora lembradas, ora esquecidas<br />
Mas que este sabor vem<br />
das anonimãos,<br />
quentes:<br />
No desfecho<br />
umidecem com o suor despegador da troca<br />
no beijo alentador da posse</p>
<p>Que de horas turvas é feito o trabalho<br />
da diferença matemática de uma dor<br />
para o chão<br />
em que se sente ou que se pese<br />
os quilogramas e os furos, os deuses<br />
da maquinaria<br />
Onde os tubos de fios<br />
nos ligam – onde ardem nossas feridas</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Caminho</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Mar 2012 13:55:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Franco</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Pelas pastilhas dos olhos castigados pelo granizo de dias lentos vejo a parede As linhas tremem Meu pai Sem ser avisado meu caminho é outro mas é ainda teu caminho que balança minutos e compreende galáxias]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pelas pastilhas dos olhos<br />
castigados pelo granizo de dias lentos<br />
vejo a parede<br />
As linhas tremem<br />
Meu pai</p>
<p>Sem ser avisado<br />
meu caminho é outro<br />
mas é ainda teu caminho<br />
que balança minutos e compreende galáxias</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Penitência</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Mar 2012 12:41:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Franco</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Como os que fizeram da castidade a negação do que é humano oram E nem por isso deixa de passar o tempo nem por Deus, nem por Diabo E o pão hoje é doce mais que salgado Morre diabético o inadimplente da alma – tanto quanto cova rasa é ironia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como os que fizeram da castidade<br />
a negação do que é humano<br />
oram<br />
E nem por isso deixa de passar o tempo<br />
nem por Deus, nem por Diabo<br />
E o pão hoje é doce mais que salgado<br />
Morre diabético<br />
o inadimplente da alma – tanto<br />
quanto<br />
cova rasa é ironia</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Júlia</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 18:46:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Franco</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Se pudesse me perguntar quanto é o tempo, diria metade Metade é um bom começo ao endereço de tudo Tudo o que é sagrado que é unido, carne mea chora os pirilampos do indivisível ovo do cosmo E as luzes são macias ao bem querer Mas é mistura, minha cara, o que lhe proponho no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se pudesse me perguntar<br />
quanto é o tempo, diria metade<br />
Metade é um bom começo<br />
ao endereço de tudo<br />
Tudo o que é sagrado<br />
que é unido, <em>carne mea</em><br />
chora os pirilampos do indivisível ovo do cosmo<br />
E as luzes são macias ao bem querer</p>
<p>Mas é mistura, minha cara,<br />
o que lhe proponho<br />
no paralelo abraço que componho<br />
no sopro ansioso o deleite<br />
o único gole do que é meu, minha metade<br />
meu amor</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Aposentos</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 18:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Franco</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos sou eu: A cozinha está aberta Meus cheiros desavisados afagam os estranhos Meus lustres sensatos Minhas listas E os olhos de cebola Desaguam ao topo do meu aposento o descalabro, meu bicho de estimação tão pequenino]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos sou eu:<br />
A cozinha está aberta<br />
Meus cheiros desavisados<br />
afagam os estranhos<br />
Meus lustres sensatos<br />
Minhas listas<br />
E os olhos de cebola<br />
Desaguam<br />
ao topo do meu aposento<br />
o descalabro,<br />
meu bicho<br />
de estimação tão pequenino</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Completude</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Nov 2011 22:02:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Franco</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Sua sombra e a minha por dentro das árvores ao largo do sol trançam pares embebem poeiras raízes pássaros Teares da própria luz, têm cores têm vida refutam os experts que as dizem vazias São dedicadas à dança passos marcados por nós na mesma completude sua sombra e a minha]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sua sombra e a minha<br />
por dentro das árvores<br />
ao largo do sol<br />
trançam pares<br />
embebem poeiras<br />
raízes pássaros<br />
Teares da própria<br />
luz, têm cores<br />
têm vida<br />
refutam os <em>experts</em><br />
que as dizem vazias<br />
São dedicadas à dança<br />
passos marcados por nós<br />
na mesma completude<br />
sua sombra<br />
e a minha</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Mosto</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 19:32:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Franco</dc:creator>
				<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Indomável explosão violeta Os desenhos frouxos do seu guarda-chuva mostram-me o caminho ao apontar estrelas na calçada Torço-me a escaldar berços de falha em água fria Já me dizia, andas demasiado torto Pois o meu mosto é minha safra é meu paladar]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Indomável<br />
explosão<br />
violeta<br />
Os desenhos frouxos do seu guarda-chuva<br />
mostram-me o caminho<br />
ao apontar estrelas na calçada<br />
Torço-me a escaldar<br />
berços de falha em água fria<br />
Já me dizia, andas demasiado torto<br />
Pois o meu mosto<br />
é minha safra<br />
é meu paladar</p>
]]></content:encoded>
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